sábado, 19 de dezembro de 2009

A vida é engraçada .
Às vezes ela nos vem em flashes como se fôssemos atores de uma historia remota.
Não sei porque lembrei-me da Madalena.
Perguntarias: quem é Madalena. Para mim é : Quem foi?
Madalena é um marco de um periodo de minha vida.
Lembro-me dela como se ela estivesse aqui ao meu lado nesse momento.
Foi a primeira pessoa que vi dourar os pelos das pernas e dos braços, coisa comum em nossos dias.
Ela era "empregada " na casa dos patrões de minha tia.
Nessa época eu era apenas uma menina metida a mulher. Pensava ter um conhecimento inesgotável da vida.
Tudo respaldado pela família e amigos que colocavam em meus ombros "o peso de ser perfeito".
Por que lembrei da Madalena nesse instante?
Na verdade, não sei, talvez por estar diante de uma turma de EJA o que me fez lembrar que Madalena, certamente foi minha primeira aluna de EJA em um tempo que se fazia "supletivo".
Neste momento , vejo madalena sentada numa cadeira azul de um conjunto de jantar de fórmica azul, móvel que nos acompanhou durante algum tempo.
madalena ria e dizia que estávamos sentadas em mesa de "rico" e eu chamava a atenção dela para iniciarmos o assunto do dia.
Todo conhecimento que eu havia absorvido até ali (Estava eu na 7a série) e ela estava sempre ávida pelas gotas de conhecimento que não tinha, apesar da idade, pingos que caiam sobre ela qual chuva em plantação seca.
Naquele momento e ali eu era uma menina que trabalhava para obter coisas que só com trabalho eu poderia ter.
E Madalena uma mulher que o tempo in(certo) resolveu ampliar seu conhecimento.Era um misto de necessidade e orgulho.
Lembro-me ainda que nossas aulas eram aos domingos , dia de folga da Madalena , apesar de ela ficar na casa dos patrões também nesse dia (talvez não tivesse para onde ir).
No dia de nossas aulas os patrões não estavam e lembro que ela "assaltava" a geladeira e nós comíamos o que havia de melhor , na verdade geralmente sorvete ou creme de cupuaçú...Nossa eu e ela riamos cúmplices que éramos do mesmo crime.
Mada (para os íntimos) era muito engraçada porque repartia comigo , além dos estudos suas aquisições e decepções amorosas, como se eu fosse capaz de desvendar e entender os mistérios do amor.
Ela passava alguns momentos da aula falando do quanto gostava de alguém, até o dia que que terminava e ela passava a e contar o ódio que sentia do ser que mais amara.
Foram as minhas primeiras incursões num mundo tão diferente e tão igual.
Minha primeira aluna de EJA me fez vislumbrar um mundo do qual não mais sai , sou educadora e agora isso é fato , não mais brincadeira de criança nas tardes de domingo.

domingo, 11 de outubro de 2009

CRIANÇA VÊ CRIANÇA FAZ

Veja o quanto as crianças aprendem mais com atitudes que com palavras... Elas observam, imitam e depois refletem (caso as pessoas lhe deem oportunidade). Como veem primeiro imitam e se perceberem que essa é a melhor forma adquirem o que viram para seu repertório.

Comente o que viu:






Seja sempre o alguém para quem precisa de você.

O melhor de nós é exercitado quando estamos entre amigos, aliás grande parte da nossa vida se passa entre amigos.
É com eles que aprendemos que a vida vale a pena quando compartilhada.
É com eles que aprendemos que chorar em uma despedida nem sempre significa dizer adeus.
É com eles que aprendemos que parte da nossa vida é vivida com os outros e para os outros.
Nesta mesa podem até nem estar os meus melhores amigos , na verdade há muitos que nem conheço, mas todos estão em volta desta mesa celebrando a amizade de alguém em comum e só isso já vale a pena.
Estamos neste momento cantando parabéns em uma data realmente muito querida de alguém que consegue ser sal e luz para muita gente.
Parabéns! para meu amigo Antonio. Parabéns à amizade. Um brinde a todos os que se amam. Quis compartilhar todo esse amor com vocês. Beijos. Para quem ler: tenha um dia muito especial.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Há relações que são para sempre.
É dificil nos desprendemos daquilo que mentalmente é seguro, que é abrigo, que nos remonta a algo familiar.
As relações que criamos podem ser comparadas ao cheiro do café da manhã, quando se é criança, a escola no horário infalivel da manhã, amigos de um bate bola, de uma casinha de bonecas e tudo o que nos prende como raiz.
Queremos sempre um porto seguro para atracar o barco da nossa existência, como se ali nada pudesse abalar sua estrutura, mas não podemos nos esquecer das tsunamis , dos maremotos que chegam sem avisar e jogam o barco de encontro ao cais e é por ele arrebentado, aquilo que é abrigo também destroi, arrebenta e é incapaz de proteger.
As vezes muita segurança cega. Nos acomoda de tal modo que nos torna incapazes de ver o perigo que se anuncia e ele chega , bate a nossa porta e não estávamos preparados para essa nova realidade: A de sermos estranhos em um ninho quente.
Há relações que são para sempre porque ficam dentro de nós, tal qual selo com cera quente que marca, identifica e mostra o que somos.
Há relações que são pra sempre porque as pessoas tem a capacidade de antever e por receio adormecem num sonho velado pela casa arrumada e pelo cheiro do café da manhã.
Mas é sempre bom dar uma olhadinha e percebermos que tudo foi ficando para trás e a roda da vida gira e é isso´que é o bom de tudo.
Por hoje é só . Leia e reflita. Rôsangela - 26/09/09

sábado, 19 de setembro de 2009

Hoje lembrei (novamente) de uma amiga de infância, por sinal ela fará aniversário dia 21 e coincidentemente será o "dia da árvore", você ficará imaginado o que eu quis dizer ao praticamente fazer uma relação entre o aniversário da amiga e o dia da árvore.
Não sei bem o motivo pelo qual veio a minha mente essa imagem , mas nesse momento quero compartilha-la com vocês que lerão o meu blog .
Primeiro pensemos numa árvore, que um dia foi semente e aos poucos foi se desenvolvendo para através de um longo ciclo dar frutos e sombra aos que estão ao seu redor.
Assim é a amizade : Em um primeiro momento planta-se uma semente num solo fértil ou não, e só iremos descobrir se o solo era fértil muitos anos aós a semeadura. E como é longa essa jornada entre a semente e os frutos.
Por vezes a vida nos separa da sombra que a árvore nos proporcionou durante um tempo e o sol vem e esquenta a nossa existência e a chuva e o vento...
Ciclos se passam e de repente ,um dia sem esperar nos deparamos com a boa e velha árvore...
E então passamos a desfrutar daquela sombra plantada lá atrás e agora vemos que foi em solo fértil pois ela resistiu a muitas intempéries até voltar e completar o ciclo.
É como se voltássemos e revivêssemos agora bons momentos e é exatamente nesse momento que lembro da primeira imagem de minha amiga e uma infância remota.
Ela tinha um vestido de seda vermelho . Lindo! Era comprido e tinha um laço que combinava com sua meninice e como era engraçada porque não posso lembrar de ninguém com aqueles olhos tão redondos... E pasmem até hoje o são.
Hoje ficam as memórias de um momento tão importante e essencial que nem os anos puderam carregar de nós .

Feliz aniversário!

Pensamento de hoje: Autodidata é um ignorante por conta própria. Mário Quintana
Veja pelos vários ângulos que a afirmação permite.

sábado, 12 de setembro de 2009



Hoje estava "passeando" em um blog educativo e achei e boneca "Olga", puxa! fiquei emocionada lembrei da minha infância quando pegava uma caixa de sapato-como num ritual sagrado- com muito cuidado e após varrer a calçada da minha casa me "entocava" entre as plantas da minha mãe para (só então) vestir uma a uma das minhas bonecas -lindas!- esta que você vê ai ao lado era uma das minhas preferidas. Vê como ela é linda? Algumas vezes me estendia tanto nas brincadeiras que não via o tempo passar e só acordava quando minha mãe já estava prestes a me dar umas boas chineladas pelas louças não lavadas, a casa não varrida, ou pela comida que não havia reparado...
Pior era quando o vento batia e carregava todos os meus sonhos
da bailarina dançando, a olga passeando pelo jardim com fonte, e todas as loucuras que povoam a nossa mente quando a gente e criança, porque ainda não nos preocupamos com as futilidades (tão sérias) que os adultos precisam se preocupar.
O vento não perdoa... varre as coisas frágeis que encontra pela frente. E assim era com Olga,Lidia e todas as bonecas que fizeram a minha infância mais feliz.
O dia da árvore é comemorado no dia 21 de setembro , véspera do inicio da primavera, é o mês do verde, das florações,do aparecimento de ipê roxo e amarelo.
A árvore é o maior símbolo da natureza.Ela embeleza e refresca o meio ambiente, proporcionando sombra para o descanso, barreiras contra o vento,mantém a úmidade do ar,diminui a poluição e oferece ainda frutos e um tapete de flores para passarmos.Alem dos frutos as árvores oferecem madeira, as flores e as matérias primas para a afabricação de papel,remédio e outros.
Cada região brasileira escolheu uma árvore para ser seu símbolo.Quem não já não ouviu lendas e mais lendas sobre árvores?
Você pode valorizar o verde ainda existente, plantando, cuidando, protegendo e defendendo as árvores. Comemore... o dia da árvore está quase chegando e você está convidando a respirar cada vez melhor.Só depende de você.





Hoje é dia 12 de setembro e não dei a ninguém o endereço do meu blog, resolvi então dar a alguém que aprendi a gostar muito...
Ele me ensinou a amar amigos da internet (dos bons) coisa que nunca pensei em fazer ou nunca iria acontecer.
É engraçado perceber que na minha infância a gente sonhava com tanta coisa menos que amigos seriam escolhidos pelas ideias e pela alma (é o que fazemos quando temos que confiar em alguém que entra na vida da gente sem a gente nunca ter visto).
Os papos eram na rua, os postes eram de ferro, os amigos ...vários e eu os tinha de todos os tipos e jeito principalmente os meninos que era com quem eu mais interagia. Acho que até hoje sou o resultado dessa construção masculina...
Lembro de muitos amigos que foram descendo do bonde da minha vida em cada parada que lhes convinha -porque amigos não aprisionam, libertam- Hoje olho e os vejo como se estivessem aqui ao meu lado . Eu rio porque a estrada continua e agora tenho você -ao menos neste momento -que lê um texto escrito por mim e faz parte da minha história nem que seja por um minuto.
Beijos em seu coração... Ah! Hoje resolvi que vou compartilhar o meu blog com mais pessoas, mas isso só na segunda porque hoje resolvi presentear-me com a presença de alguém que gosto muito.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vou hoje fazer uma de crítica de cinema (hahahahahaha).Não sou pretensiosa , apenas gosto de compartilhar boas inpirações e momentos preciosos.

Hoje me dei o prazer - embalando em uma rede- de assistir "O Leitor" . O filme já estava em minha lista desde que vi a premiação do Oscar. Não era o mais cotado, mas o nome ME ENCANTOU, confesso à vocês que imaginei mil coisas, menos o que realmente vi no fime. Me vi repensando muitas atitudes que temos diante de alguém que não domina o mundo das letras e a sede humana de entender um código que determina boa parte do que somos.

Particularmente já gostava da atriz Kate Winslet que é a protagonista com o um outro ator que é "O menino" . Gente é um carrossel de emoções ! É um filme que nos faz sonhar com as imagens, repensar atitudes com as cenas e questionar o que fazemos pelas palavras (ou não). Desejo muito que todos àqueles que vivem do mundo das letras (profissionais ou não) possam se deleitar com este filme.
A arte venha de onde vier é o espelho no qual todos deveriam , nem que fosse de vez em quando se postar, porque ela nos dá a ilusão real da vida que vivemos ou que queremos viver.

Vou deixar à vocês a sinopse, como gotas de água a mentes sedentas para incentivá-los a ir até a fonte.

Sinopse
Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.




Estar no mundo é viver a cada segundo incessantemente a insanidade da existência. Uns vivem com mais intensidade outros com menor intensidade, mas todos contamos horas...

O que é a vida sem poesia? Já que estás passendo por este blog leia um pouco e viaje nas palavras.
A janela abre
bate de par em par,
a existência da rua que adentra o teu infinito eu sem alma.
sem calma
só alma
Tua rua cruza
com diversas ruas
minhas e tão suas...
Sua rua
minha rua
a vida gira
a vida não faz caminhos
Há círculos únicos
Circulos opostos
Há uma rota?
O corpo pede alma
a alma pede um corpo
E nós movidos pelo universo
divagamos...
Fecha-se a janela
Corpos enlouquecidos correm em busca de si.
No inexistente tempo...
Na inexistente vida...
A rua? continua lá como a rir de tua existência
O que buscas ? Para onde ir?
Cai a tarde ... Como tudo cai...

quarta-feira, 3 de junho de 2009


LITERATURA INFANTIL – UM CAPÍTULO À PARTE

“Ler, para mim, sempre significou abrir todas as comportas para entender o mundo através dos olhos dos autores e da vivência das personagens ... Ler foi sempre maravilha, gostosura, necessidade primeira e básica, prazer insubstituível ... E continua, lindamente, sendo exatamente isso!”
Fanny Abramovich

Fonte de informação e prazer, encantamento e emoção, a literatura deve ocupar um espaço de real importância na vida da criança, merecendo, assim, um tratamento especial em sala de aula.
Levando-se em consideração que a escola é a principal e, às vezes única, instituição responsável pela mediação dos conhecimentos humanamente produzidos, é seu dever fundar uma base sólida para a vida literária de seus aprendizes. Não se justifica, porém, a forma como às vezes vem sendo encaminhada.
A idéia, sabiamente colocada, de que a literatura infantil tem papel fundamental no processo de alfabetização, gerou equívocos tanto de encaminhamento quanto de utilização pelas instituições educacionais.
Se, por um lado, na década de 80, no mercado editorial ela chegou com firmes pretensões de substituir o livro didático, numa mistura de “faz-de-conta” com “coisas sérias”, contribuindo para queda de qualidade artística das obras infantis, por outro lado, na sala de aula, a tendência, muitas vezes, é priorizar a apreensão do código escrito ao conteúdo do texto literário, resultando este texto num mero pretexto para silabação e de motivação para a introdução de conteúdos programáticos para todas as áreas do conhecimento. Ou ainda, ao invés de ser objeto de estudo para desvelar a ruptura de padrões sociais colocados, a hora da história ainda se presta a pregar a obediência, a consolidar noções maniqueístas do Bem e do Mal, a passar idéias patrióticas ou religiosas, enfim, a reproduzir a sociedade classista e sectária que tanto deveria ser combatida e superada.
Assim, além desse empobrecimento ao se lidar com essa manifestação artística e cultural - em favor da reprodução de desenhos e dramatização - a verdadeira função da Literatura foi relegada.
Ressalte-se, nos parágrafos anteriores, que foi chamada a atenção para o papel, não da literatura infantil, mas da literatura, pois, para se entender desta, há que se conhecer aquela.
Aqui, mais uma vez, nossa história, enquanto leitores, é que determinará o uso e a função que atribuiremos ao texto literário em nossa prática pedagógica.
Se a relação do professor com a literatura ocorrer no nível da sensibilização, da emoção (pois é ali que ela atua diretamente); se ele perceber a intencionalidade simbólica e discernir que cada obra é utilizada para mostrar o que o autor pensa sobre determinado assunto; se notar a diferença entre um obra fechada, onde todos os leitores lêem a mensagem no mesmo nível, e obra aberta em que o interlocutor também é autor, complementando o texto com suas outras leituras anteriores e suas experiências de vida, então estará clara a função da literatura infantil em sala de aula.
Será fácil, então, discutir com os alunos, por exemplo, com que intenção Sylvia Orthof escolheu uma ovelha, e não uma cabra, para protagonizar MARIA-VAI-COM-AS-OUTRAS e porque, na mesma obra, ela repete tantas vezes a mesma ilustração.
Ou ainda, qual a relação existente entre ilustração, texto e diagramação no livro de Michelle e Liliana Iacocca, A FARRA NO FOMIGUEIRO, quando se dá a quebra da estrutura social enfocada pelos autores.
E mais, que recursos de sintaxe utilizou Sérgio Caparelli no poema OS SAPOS INVENTORES e com que intenção.
O uso predominante, por Marcelo Xavier, das palavras ou das imagens em “TEM DE TODO NESTA RUA”.
Tudo isso ainda, sem falar na graça e no prazer de imagens rimadas ou rimas imaginadas dos livros sem texto escrito, dos livros de poesia, dos livros de adivinhas e tantos outros que estão aguardando a leitura que leitores vorazes farão para se tornarem cúmplices de suas alegrias e tristezas.
Se, por outro lado, essa forma de arte e, portanto, forma de ver e de representar o mundo, for algo que não interfira no modo de ser do professor-leitor, a literatura não servirá para nada além de fixar ortografia, ensinar sinais de pontuação ou ampliação do vocabulário.
A questão levantada por Rubens Alves, buscada em Guimarães Rosa, merece aqui ser lembrada. Nós, adultos, imediatistas que somos, “não pensamos na beleza da travessia, mas no momento da chegada”. Isso significa compreender que é no processo que se dá a aprendizagem e que os resultados aí mesmo residirão, não cabendo, portanto aguardar a chegada ao produto final.
Drummond diz “amar se aprende amando”. Plagiando-o podemos afirmar: ler se aprende lendo e refletindo sobre o que é lido. Por isso, trabalhar com Literatura infantil implica ler para e com os alunos, tornando-os cúmplices dos autores, de nossos pensamentos e dos pensamentos dos colegas sobre a obra analisada.
Cada história, cada fato, cada personagem será abstraído de forma particular por seus muitos leitores e encontra-se, exatamente, no debate dessas diferenças o verdadeiro trabalho com a obra literária. É isso que determinará o amadurecimento e a formação de cada leitor e, inequivocamente, é através dessa dinâmica que será possibilitada a ampliação da visão de mundo e da capacidade de análise sobre o mesmo.
Todavia, ignorando completamente a história de leitura de uma nação inteira, onde livros, teatros e obras de arte em geral são privilégio daqueles 0,2% da população, queremos mini-leitores prontos, que saibam interpretar histórias lidas, que saibam manusear devidamente os livros e ainda, depois de tudo isso, que sintam prazer de ler.
Falar de travessia é falar em meio de atravessar (seja sobre a ponte ou em canoa) e a medição do professor mais uma vez é fundamental para aquisição de mais este conhecimento sobre o mundo: o prazer também é aprendido.
É, aquele que aprenderá, se preciso for, que irá dar acesso a essa população mirim iletrada, ávida por encantamento, alegrias e desafios, o gosto de um bom texto literário.
É, sobretudo, na DISCUSSÃO e na REFLEXÃO sobre a obra lida ou ouvida que se centrará o trabalho com o livro infantil.
É auxiliando a estabelecer relações com o que já foi lido, ouvido e vivido, que o professor estará subsidiando a verdadeira mediação com o conhecimento literário.
Discutindo o entendimento que cada aluno teve do texto, solicitando a opinião da “maioria”, possibilitando a argumentação e propiciando o debate de opiniões contrastivas, enfim, orientando a reflexão mais profunda, possível ao grupo, é que estaremos promovendo o crescimento do aluno enquanto leitor.
Esse texto é de uma educadora que vive de sonhos como muitas... Seu nome ? Sandra Bozza.Acho muito legal compartilhar bons textos .

Tenho feito muitos trabalhos de literatura com recontos,ilustrações,criações...As crianças adoram.Tente,invente e faça diferente. Beijos

Conto com vc


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domingo, 29 de março de 2009

Blog da Angel

Antes de qualquer postagem de textos imagens ... quis me apresentar.

Nasci em Belém e moro em Belém quando nasci tenho certeza que cairam letras do céu em vez de água (mesmo morando numa cidade que tudo é água).
Sempre crio textos para qualquer imagem e situações às vezes acho que sou louca.
Gosto de chuva.
Gosto de fotos.
Gosto de poesias.
Gosto de boas histórias.
Gosto da minha cidade.
Ai! Gosto de tanta coisa e vocês???
Sabe o que espero? Que você sinta o cheiro das manhãs de sol... O vento das tardes de chuva... O gosto de uma fruta do mato e um amorbem quentinho.. Seja bem vindo.