Quero iniciar minha postagem com o seguinte poema de Fernando Pessoa
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Já ouvimos muitas vezes que nós seres humanos nascemos para ser felizes. Mas o que é essa tal felicidade? Onde encontra-la? Para alguns a felicidade até se compra como um bombom em banquinha de rua,uma revista numa banca ou um lindo vestido de grife para o qual se paga um preço bem alto.
Na verdade não existe fórmula porque a felicidade vem para cada um na medida em que cada um busca essa "tal felicidade" tão essencial para uma convivência melhor.
A felicidade incomoda sabia?
Incomoda a quem não a tem...
Incomoda para aqueles que não tem e não sabem ver os outros felizes
Incomoda quando alguém a busca incessamente.
Incomoda... incomoda... incomoda
Já se perguntou o porquê dela causar tamanho incômodo?
Talvez porque cada um procura identificá-la mais na vida do outro do que na sua.
Mas você já parou para refletir que se eu busco a minha felicidade provavelmente ela virá para os outros?
Então, busque ser feliz como se estivesse apreciando um lindo pomar. Cada árvore dá um fruto diferente, cada espécie colore o mundo da forma mais bela, cada uma exala um cheiro inigualável,mas é o conjunto que faz você querer estar ali naquele pomar...
Por hoje é só... Não estou muito inspirada. Apenas essa é mais uma das tantas filosofias de botequim (e olha que eu não bebo).
O essencial não é visto pelos olhos... Pense nisso.
Beijos
quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Aos olhos de Madalena
Cidade árida, de areia seca , paisagem dura... Pessoas duras.
Foi neste cenário que a pequena Madalena nasceu, cresceu e viu a a vida passar. Passar não, Madalena era uma menina mulher de atitude , como poucas naquele lugar, resolveu que escreveria sua própria história " a revelia dos conceitos daquela sociedade tão masculina.
Um dia resolveu experimentar os prazeres do corpo. Tomou um banho , passou a melhor colônia. penteou os cabelos, comeu uma tâmara para sentir o gosto azedo daquele lugar...
Correu mundo com sua sandália de tiras e um vestido branco, como até então era sua vida.Branca alma papel branco esperando tinta.
Encontrou uma mulher que lhe perguntou como viera de tão longe e para onde iria.
Madalena apenas riu e se foi.Talvez as mulheres não estivessem preparadas para ouvir o que Madalena teria para falar.
Resolveu então calar e fazer daquele mergulho no mundo, algo que fosse para todas elas.
Seus cabelos soltos, ao vento, chamavam atenção.
Foi num desses dias que conheceu um homem especial, justo no momento em que pedras rolariam na sua face.
"Quem não tem pecado , que atire a primeira pedra". Foi esta a frase que fez uma mudança radical na vida de Madalena.
As pedras não rolaram e ela em lágrimas lavou os pés de seu "salvador" com lágrimas e os enxugou com os mais belos cabelos que alguém já tinha visto.
Nasceu dali uma nova Madalena . Cheia de luz, de paz, de fé e esperança na caminhada.
Quem disse que Madalenas não podem mudar?
Madalena precisou caminhar para entender que o mundo é mais que a casa da gente, que a rua, que o chão que se pisa.
Dali em diante passou a seguir aquele homem tão cheio de palavras e atitudes.
Sim, porque de palavras ela estava transbordando, ouviu muito, falou pouco e fez demais. Mas aquelas palavras eram diferentes, aquele homem tinha um poder de dizer coisas e acompanha-las de atitudes.
Madalena sorriu e pensou "Eis ai um mestre".
Nunca houve maior incompreensão para alguém, como para seu mestre.
Tudo o que ele semeou veio no vento, sementes boas, mas para solos duros não há germinação.
Seu "mestre " se foi e para ela, que abriu seu coração e recebeu a chuva como um deserto sedento, ele reapareceu no terceiro dia, para uma mulher capaz de amar intensamente e esperar e crer e replantar esperando e esperando...
As Marias que me perdoem , mas Madalenas também são fundamentais.
E essa história soprada no vento é a história de uma vida. É a história de um amor sem medidas.
AO UTILIZAR O CONTO DÊ CRÉDITOS A AUTORA : ROSÂNGELA SOUSA
Foi neste cenário que a pequena Madalena nasceu, cresceu e viu a a vida passar. Passar não, Madalena era uma menina mulher de atitude , como poucas naquele lugar, resolveu que escreveria sua própria história " a revelia dos conceitos daquela sociedade tão masculina.
Um dia resolveu experimentar os prazeres do corpo. Tomou um banho , passou a melhor colônia. penteou os cabelos, comeu uma tâmara para sentir o gosto azedo daquele lugar...
Correu mundo com sua sandália de tiras e um vestido branco, como até então era sua vida.Branca alma papel branco esperando tinta.
Encontrou uma mulher que lhe perguntou como viera de tão longe e para onde iria.
Madalena apenas riu e se foi.Talvez as mulheres não estivessem preparadas para ouvir o que Madalena teria para falar.
Resolveu então calar e fazer daquele mergulho no mundo, algo que fosse para todas elas.
Seus cabelos soltos, ao vento, chamavam atenção.
Foi num desses dias que conheceu um homem especial, justo no momento em que pedras rolariam na sua face.
"Quem não tem pecado , que atire a primeira pedra". Foi esta a frase que fez uma mudança radical na vida de Madalena.
As pedras não rolaram e ela em lágrimas lavou os pés de seu "salvador" com lágrimas e os enxugou com os mais belos cabelos que alguém já tinha visto.
Nasceu dali uma nova Madalena . Cheia de luz, de paz, de fé e esperança na caminhada.
Quem disse que Madalenas não podem mudar?
Madalena precisou caminhar para entender que o mundo é mais que a casa da gente, que a rua, que o chão que se pisa.
Dali em diante passou a seguir aquele homem tão cheio de palavras e atitudes.
Sim, porque de palavras ela estava transbordando, ouviu muito, falou pouco e fez demais. Mas aquelas palavras eram diferentes, aquele homem tinha um poder de dizer coisas e acompanha-las de atitudes.
Madalena sorriu e pensou "Eis ai um mestre".
Nunca houve maior incompreensão para alguém, como para seu mestre.
Tudo o que ele semeou veio no vento, sementes boas, mas para solos duros não há germinação.
Seu "mestre " se foi e para ela, que abriu seu coração e recebeu a chuva como um deserto sedento, ele reapareceu no terceiro dia, para uma mulher capaz de amar intensamente e esperar e crer e replantar esperando e esperando...
As Marias que me perdoem , mas Madalenas também são fundamentais.
E essa história soprada no vento é a história de uma vida. É a história de um amor sem medidas.
AO UTILIZAR O CONTO DÊ CRÉDITOS A AUTORA : ROSÂNGELA SOUSA
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