sexta-feira, 7 de maio de 2010
Palavras depois do conto
Escrevi um conto de um Caim que você e eu conhecemos como um outro.Espero que curtam eu de minha parte adorei escrever assim de pronto. Leia e deixe comentários . Beijos
UM OUTRO CAIM
E ele nasceu ali no meio do nada, nú e despido de toda a vaidade humana, das roupas caras, das mesas fartas,do ouro em pó.
Sua mãe o envolveu nos restos de roupas de alguém que de tão caridoso deu o que não mais lhe servia,e assim começou a história de um homem chamado Caim.
Caim desde cedo viveu um grande dilema de todos os humanos, queria ser amado,aceito com seus defeitos e qualidades -pena que estas quase ninguém enxergava- e ele descia vales e subia correndo livre como livre foi toda a sua vida até o dia em que louco feriu a si mesmo, no fundo de sua alma já atormentada.
Todos os dias ao levantar fazia suas orações,cantava e brincava sem medir o tempo, as horas e nem imaginar que fora de sua pequena estrada tinha vida, talvez se tivesse visto outras paisagens, mais montes verdes diferentes dos que sua vista acostumou a ver seu destino fosse diferente.
Nunca imaginou-se longe dali, mas suas asas teimavam em voar em não querer essa vidinha que lhe ensinaram ser a unica.Seus olhos teimavam ir mais longe e nem ele se percebeu.
Até que chegou o dia da oferenda.
Havia crescido e precisava entregar ao senhor o que havia de melhor,, mas ele se perguntava o que tenho eu a oferecer? O que tirarei deste chão ressequido, desta alma pobre?
Mas insistiam em dizer a ele que todos tem algo a dar,então o que fazer?
Teve uma idéia: correu os olhos na sua plantação de nada e pensou em dar o nada já que era tudo o que tinha, mas isso não era o bastante.Foi ai que viu seu irmão tirar do chão duro e árido uma oferenda que agradou ao senhor e neste momento sentiu suas asas serem cortadas.
Para quem não tem asas o chão é a sua casa , por isso apressou-se em atirar as pedras de um chão que lhe pertencia e viu o que tinha feito... Não atentou contra o irmão, atentou contra si mesmo, a morte quando chega arrebata a todos os que estão ao redor,seu cheiro fétido afeta a todos. Foi ai que resolveu correr , correr sem parar para quem sabe não ver o sangue derramado,mas para quem nunca viu outro lugar não seria agora que o acharia.Carregava o peso das dores,dos amores não vividos, das noites solitárias e agora estava ali como todos sempre o viram. Seus defeitos agora pareciam maiores.
Caim então jogou-se ao chão e chorando pedia para que o chão, aquele chão tão seu. o tragasse para suas entranhas. Foi ai que num gesto supremo de divindade foi lhe dado o direito de voar para outras terras recomeçar, talvez uma nova epopéia... Tragédias nunca mais.
Suas asas então se abriram e ele voou num céu tão alto que viu a fraqueza humana, a pobreza da alma, a aridez do coração ficarem leves e deste voo nasceu um novo Caim.
POR FAVOR, CASO QUEIRA UTILIZAR ESSE CONTO DÊ CRÉDITOS A AUTORA: ROSANGELA SOUSA
Sua mãe o envolveu nos restos de roupas de alguém que de tão caridoso deu o que não mais lhe servia,e assim começou a história de um homem chamado Caim.
Caim desde cedo viveu um grande dilema de todos os humanos, queria ser amado,aceito com seus defeitos e qualidades -pena que estas quase ninguém enxergava- e ele descia vales e subia correndo livre como livre foi toda a sua vida até o dia em que louco feriu a si mesmo, no fundo de sua alma já atormentada.
Todos os dias ao levantar fazia suas orações,cantava e brincava sem medir o tempo, as horas e nem imaginar que fora de sua pequena estrada tinha vida, talvez se tivesse visto outras paisagens, mais montes verdes diferentes dos que sua vista acostumou a ver seu destino fosse diferente.
Nunca imaginou-se longe dali, mas suas asas teimavam em voar em não querer essa vidinha que lhe ensinaram ser a unica.Seus olhos teimavam ir mais longe e nem ele se percebeu.
Até que chegou o dia da oferenda.
Havia crescido e precisava entregar ao senhor o que havia de melhor,, mas ele se perguntava o que tenho eu a oferecer? O que tirarei deste chão ressequido, desta alma pobre?
Mas insistiam em dizer a ele que todos tem algo a dar,então o que fazer?
Teve uma idéia: correu os olhos na sua plantação de nada e pensou em dar o nada já que era tudo o que tinha, mas isso não era o bastante.Foi ai que viu seu irmão tirar do chão duro e árido uma oferenda que agradou ao senhor e neste momento sentiu suas asas serem cortadas.
Para quem não tem asas o chão é a sua casa , por isso apressou-se em atirar as pedras de um chão que lhe pertencia e viu o que tinha feito... Não atentou contra o irmão, atentou contra si mesmo, a morte quando chega arrebata a todos os que estão ao redor,seu cheiro fétido afeta a todos. Foi ai que resolveu correr , correr sem parar para quem sabe não ver o sangue derramado,mas para quem nunca viu outro lugar não seria agora que o acharia.Carregava o peso das dores,dos amores não vividos, das noites solitárias e agora estava ali como todos sempre o viram. Seus defeitos agora pareciam maiores.
Caim então jogou-se ao chão e chorando pedia para que o chão, aquele chão tão seu. o tragasse para suas entranhas. Foi ai que num gesto supremo de divindade foi lhe dado o direito de voar para outras terras recomeçar, talvez uma nova epopéia... Tragédias nunca mais.
Suas asas então se abriram e ele voou num céu tão alto que viu a fraqueza humana, a pobreza da alma, a aridez do coração ficarem leves e deste voo nasceu um novo Caim.
POR FAVOR, CASO QUEIRA UTILIZAR ESSE CONTO DÊ CRÉDITOS A AUTORA: ROSANGELA SOUSA
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