Há relações que são para sempre.
É dificil nos desprendemos daquilo que mentalmente é seguro, que é abrigo, que nos remonta a algo familiar.
As relações que criamos podem ser comparadas ao cheiro do café da manhã, quando se é criança, a escola no horário infalivel da manhã, amigos de um bate bola, de uma casinha de bonecas e tudo o que nos prende como raiz.
Queremos sempre um porto seguro para atracar o barco da nossa existência, como se ali nada pudesse abalar sua estrutura, mas não podemos nos esquecer das tsunamis , dos maremotos que chegam sem avisar e jogam o barco de encontro ao cais e é por ele arrebentado, aquilo que é abrigo também destroi, arrebenta e é incapaz de proteger.
As vezes muita segurança cega. Nos acomoda de tal modo que nos torna incapazes de ver o perigo que se anuncia e ele chega , bate a nossa porta e não estávamos preparados para essa nova realidade: A de sermos estranhos em um ninho quente.
Há relações que são para sempre porque ficam dentro de nós, tal qual selo com cera quente que marca, identifica e mostra o que somos.
Há relações que são pra sempre porque as pessoas tem a capacidade de antever e por receio adormecem num sonho velado pela casa arrumada e pelo cheiro do café da manhã.
Mas é sempre bom dar uma olhadinha e percebermos que tudo foi ficando para trás e a roda da vida gira e é isso´que é o bom de tudo.
Por hoje é só . Leia e reflita. Rôsangela - 26/09/09
