domingo, 21 de julho de 2013

Carlos Drummond de Andrade


Certa vez vi o ator, poeta e compositor Mário Lago apresentar-se no Domingão do Faustão e acho que quem estava diante da tela recebeu naquele dia várias lições de vida e uma grande reflexão.
Mário tinha um currículo invejável para uma vida em um momento difícil do Brasil, mas não acovardou-se e lutou muito para que este país se transformasse.
Atuou brilhantemente, tive a oportunidade de vê-lo atuar em diversas novelas maestralmente ,porém naquele dia Mário com os olhinhos vivazes queria poder fazer mais do que falar... Não pôde porque a vida é uma estrada,às vezes longa e a dele... Quis cantar sua composição "Amélia que era mulher de verdade..." Não mais conseguiu e ali diante da televisão vimos duas coisas : Como é bom trilhar a nossa estrada fazendo tudo o que podemos aqui e agora o famoso"Carpe Diem" para não nos arrependermos das coisas que não fizemos e uma segunda lição tentar é sempre o melhor caminho mesmo que as respostas sejam negativas... Acredite: Você tomou a sua história pela mão. Ai você se pergunta e o que tem a ver a foto do Carlos Drummond sentado no chão com tudo isso?
Basta olhar para as marcas da vida no corpo do Carlos e olhar para o imenso legado que ele nos deixou.
Existe mesmo possibilidade de desistência?
Só para entender o quero dizer leia:

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.

A falta de juventude não é ausência de vida. (Pense nisso).   

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